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Estudo Socioeconómicos

     De uma forma geral o país na última década sofreu profundas transformações na estrutura produtiva, reflectindo-se em alterações significativas dos sectores económicos, traduzidos no declínio do contributo do sector primário para VAB total, numa tendência regressiva do peso da industria e uma crescente terciarização da economia ( Azevedo ).

     A estrutura urbana do interior de Portugal é uma das mais débeis da União Europeia, enquanto que a do litoral apresenta uma competitividade significativa e um crescente grau de internacionalização. As migrações que desde o ano trinta assolam o interior do país em busca de melhores condições de vida no litoral e no estrangeiro, criaram condições para o seu progressivo esvaziamento demográfico e empresarial. Com o aumento da densidade do litoral, aumentavam os dinamismo de mercado que possibilitaram a existência de importantes economias de escala e aglomeração. Apesar disso o interior representa cerca de 70% do território e 30% da população nacional, que constituem valores não desprezíveis. O aproveitamento económico das características e capacidades instaladas que diferenciam o interior do litoral deverá delinear qualquer estratégia intervenção ( Carvalho e Sequeira ).

     O desenvolvimento económico de qualquer região depende dos seus recursos naturais e humanos, da sua promoção e potencialização na qual o município terá um papel fundamental no desencadeamento dos mecanismos de atracção, adaptação e manutenção das dinâmicas e investimentos.

     O ritmo acelerado das alterações das dinâmicas e tendências do desenvolvimento, bem como o acentuar da competitividade das regiões, exigem intervenções capazes de acompanhar estes processos que são cada vez mais rápidos.

     Estes fenómenos de transformação económica não tiveram reacções iguais nas regiões do país, configurando incapacidade de resposta dos territórios mais “frágeis”, acentuando aqui as dinâmicas regressivas em termos demográficos, económicas e sócio-cultural, com expressão na incapacidade de fixação de população mais jovem e activa e na incapacidade de criação de actividades geradoras de novos e mais qualificados empregos.

     Neste âmbito, pelas análises e indicadores utilizados neste estudo pretende-se obter uma visão global da realidade da estrutura socio-económica do concelho e paralelamente avaliar as tendências evolutivas e os sectores de actividade que têm gerado o desenvolvimento do concelho.

     O presente estudo visa, por isso, analisar a população em relação ao trabalho e a sua evolução, tendo para o efeito sido utilizados indicadores da população activa e das suas componentes, emprego e desemprego, caracterização do mercado de trabalho, nomeadamente a distribuição da população activa por sexo e sector de actividade, taxa de desemprego e outras variáveis.